Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

QUE SE LIXE A LOUCURA FINANCEIRA!

"Que Se Lixe a Troika" interrompe Vítor Gaspar na apresentação do livro dos dois autores que são o fundamento teórico para a austeridade



Não poderia ter sido mais emblemático o convite feito por Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff para prefaciar e apresentar o seu livro ao Ministro das Finanças Vítor Gaspar. O livro, intitulado “Desta vez é Diferente – Oito Séculos de Loucura Financeira”, foi escrito por dois autores que recentemente se viram envolvidos numa grandíssima polémica porque as fórmulas que publicaram nos estudos que levaram a cabo, usadas como justificação por muitos governos e entidades para aplicar a austeridade sem fim nos seus países estariam, afinal, erradas. Nada que dissuadisse os autores, ex-funcionários do Fundo Monetário Internacional, a continuar a defender a austeridade e a destruição.

O convite a Vítor Gaspar é coerente, pois também o ministro das Finanças, diariamente confrontado com as consequências destruidoras das políticas da troika e da austeridade que implementa, mantém a sua fé de que um dia os modelos falhados que usa funcionarão. O actual ministro das Finanças poderá no futuro estar entre as figuras máximas da loucura financeira.


Faz portanto todo o sentido que um livro sobre Loucura Financeira seja apresentado pelo maior especialista português vivo nesse tema. Mas sabemos bem que o erro da austeridade nada tem que ver com uma fórmula. A austeridade destruiu comprovadamente ao longo de décadas as economias, o emprego, os países, as pessoas, em países por todo o mundo. Ignorar isso não é apenas ser pouco rigoroso – é ser um apóstolo da loucura e da irracionalidade.


O “Que Se Lixe a Troika” esteve presente hoje na apresentação do livro em Lisboa para dizer a Vítor Gaspar e à sua inspiração ideológica (alegadamente fraudolenta) que a austeridade é a loucura financeira, e que aplicar a austeridade é acreditar na loucura e promovê-la, forçar as pessoas à miséria, ao desespero, à pobreza. Vítor Gaspar é o representante nacional máximo da Loucura Financeira e não tem qualquer legitimidade para estar frente a um ministério. Tal como o próprio disse, “não foi eleito coisíssima nenhuma”. Gaspar, como o governo que faz com que o país apodreça todos os dias para manter a loucura financeira e civilizacional da austeridade e da troika, tem que sair. A demissão deste governo é o único acto de sanidade que está neste momento em cima da mesa.


Dia 1 de Junho estaremos unidos com várias cidades em vários países europeus a transformar a Europa, a exigir a mudança total de rumo, sob o mesmo lema: Povos Unidos Contra a Troika.

Dia 20 de Maio estaremos em Belém, frente ao Conselho de Estado, a exigir a demissão deste governo que já há muito não tem legitimidade para continuar no poder.

Que se lixe a troika! O povo é quem mais ordena!

Quinta-feira, 2 de Maio de 2013

Esclarecimento

Na sequência de algumas notícias que associam o QSLT a diferentes candidaturas a eleições autárquicas esclarece-se:

1. Os subscritores/participantes do QSLT têm todo o direito, a título individual, de intervir e participar na vida política do país, o que inclui integrar candidaturas autárquicas.

2. O QSLT não apoiará, formal ou informalmente, qualquer candidatura.

Sexta-feira, 26 de Abril de 2013

1 de Junho | Protesto Internacional: Povos Unidos contra a troika!


A Europa está sob um violento ataque do capital financeiro que se faz representar pela troika (FMI, BCE, CE) e pelos sucessivos governos que aplicam as políticas concertadas com estas entidades desprezando as pessoas. Sabemos que esta ofensiva aposta em vergar os povos, tornando-os escravos da dívida e da austeridade. Atravessa a Europa e também deve ser derrotada pela luta internacional.

Cada um de nós, em cada país, em cada cidade, em cada casa, com as suas especificidades, sente na pele as medidas que aniquilam direitos conquistados ao longo de décadas, medidas que agravam o desemprego, que privatizam tudo o que possa ser rentável e condicionam a soberania dos países sob a propaganda da “ajuda externa”. É urgente que unamos as nossas forças para melhor combatermos este ataque.

O apelo que lançámos para uma manifestação internacional descentralizada circulou entre dezenas de movimentos em Espanha, França, Itália, Grécia, Chipre, Irlanda, Inglaterra, Escócia, Alemanha, Eslovénia… Na reunião de hoje, 26 de Abril, em Lisboa, estiveram presentes companheiros e companheiras de vários países da Europa, que discutiram em conjunto esta proposta.

Assim, hoje sai consensualizado a nível internacional que sairemos à rua no próximo dia 1 de Junho: Povos unidos contra a troika!

Este é o início de um processo que se quer descentralizado, inclusivo e participado. Queremos construí-lo colectivamente e juntando as nossas forças. A partir de hoje a data de 1 de Junho será divulgada à escala europeia e todos e todas estão convidados a juntarem-se num protesto internacional contra a troika e contra a austeridade, a favor de que sejam os povos a decidirem as suas vidas.

Apelamos a todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas as organizações políticas, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, coletividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós.

Queremos continuar a alargar os nossos contactos tanto nacionais como internacionais, porque estamos conscientes que será o somatório das nossas vozes que poderá travar a nova vaga de austeridade que está a ser preparada. Os povos da Europa têm vindo a demonstrar em vários momentos que não estão disponíveis para mais sacrifícios em nome de um futuro que nunca chegará. Por isso pensamos que é chegada a hora de uma grande demonstração da capacidade destes povos de se coordenarem na luta e
na recusa destas políticas.

De Norte a Sul da Europa, tomemos as ruas contra a austeridade!


Sábado, 20 de Abril de 2013

Subscrição da Moção de Censura Popular

O Lançamento da Moção de Censura Popular teve lugar em Grândola, com o objetivo simbólico de marcar o início, na cidade imortalizada pela canção de Zeca Afonso e senha da revolução de Abril, de uma recolha de assinaturas em todo o país, pela demissão do executivo governamental.

O site da moção de censura é http://mocaocensurapopular.net/

A subscrição pode ser feita emhttp://mocaocensurapopular.net/subscricao-mocao/

O download de folhas para recolha de assinaturas está disponível em http://mocaocensurapopular.net/venham-mais-cinco/


"Basta! Obviamente estão demitidos. Que o povo ordene!"


Segunda-feira, 1 de Abril de 2013

Esclarecimento

O QSLT é um fenómeno novo em Portugal e a sua definição escapa à generalidade dos analistas e comentadores. O seu formato e os seus modos de acção não encaixam nos formatos tradicionais de organização política e a sua actividade colectiva não é marcada por lideranças que facilitem  mediatismos. Somos rostos comuns, de pessoas comuns que activamente decidiram participar, serem parte da solução rejeitando a acusação de que são parte do problema. Não somos membros de nenhuma seita ou irmandade secreta. Não lucrámos com os casos BPN, BPP, BCP, submarinos, Freeport ou Portucale. Não temos dinheiros em offshores. Não somos donos de jornais, rádios ou televisões.

1. Somos um grupo de pessoas que independentemente da sua filiação/simpatia ou independência partidária ou sindical decidiram que era urgente e necessário encontrar articulações e consensos em torno da análise política que se pode fazer do país sob intervenção da Troika. Este grupo diversificado e de geometria variável discute, reflecte, consensualiza ideias e propostas de acções cujo apelo se tem concentrado em algumas linhas de força: crítica das políticas de austeridade, demissão do governo, retirada da Troika do país no âmbito do cumprimento da Constituição, defesa das funções sociais do Estado e dos recursos estratégicos do país, concepção de uma economia para as pessoas.

2. Este colectivo de pessoas não tem fundadores, porta - vozes ou representantes. Tem membros que participam em discussões e em acções propostas em plenários, reuniões e pela net. A sua participação é paritária e, em regra,as decisões são tomadas por consenso ou, em alternativa, por maioria. Os membros que falam à comunicação social são rotativos. Existem formas de articulação com outros movimentos e com subscritores que estão em diversas partes do país e que nesses locais decidem e definem estratégias particulares de actuação.

3. Este colectivo não tem qualquer financiamento externo, quer de empresas, quer de partidos, sindicatos ou outros. Os apoios são resultado de cedências, parcerias e de decisões voluntárias de pessoas e colectivos envolvidos nas acções do QSLT. Por exemplo, o carro de som que fez a frente da manifestação de 2 de Março foi disponibilizado por um companheiro de nome António (a quem aproveitamos para agradecer), que chegou ao Marquês de Pombal três horas antes da manifestação e que nenhum dos subscritores conhecia anteriormente. Cartazes e folhetos são pagos pelos membros em colectas de valor reduzido, e o design e trabalho de artes finais são feitos por membros que são profissionais nessas áreas, tal como as filmagens, montagens e edições de vídeos, músicas, textos, imagens, etc são o resultado do trabalho de artistas e outros profissionais diversos (realizadores/produtores, músicos, actores, jornalistas,web designers, informáticos, etc...). Este é um espírito de colaboração, partilha de saberes e conhecimentos e de distribuição de competências que acreditamos ser de difícil compreensão para o poder actual. O resto é activismo e energia, redes de contactos, facilitação de colaborações, numa plataforma de diálogo e de interajuda.

Sábado, 2 de Março de 2013

1 Milhão e Meio nas Ruas. 800 Mil em Lisboa

Temos dados de 30 cidades. Ainda faltam algumas, mas já podemos garantir que pelo menos um milhão e meio de pessoas se manifestou contra a troika e o governo neste dia histórico.

Angra do Heroismo 50 | Barcelona 30 | Beja 1000 | Braga 7000 | Caldas da Rainha 3000 | Castelo Branco 1000 | Chaves 200 | Coimbra 20000 | Entroncamento 300 | Estocolmo 15 | Faro 6000 | Guarda 1000 | Horta 160 | Lisboa 800000 | Londres 100 | Loulé 800 | Marinha Grande 3000 | Paris 100 | Ponta Delgada 500 | Portimão 5000 | Porto 400000 | Santarém 500 | Setúbal 7000 | Sines 120 | Tomar 200 | Torres Novas 250 | Viana do Castelo 1000 | Vila Real 1800 (em actualização).

Moção de Censura Popular

Esta Moção de Censura Popular expressa a vontade de um povo que quer tomar o presente e o futuro nas suas mãos. Em democracia, o povo é quem mais ordena.

Os diferentes governos da troika não nos representam. Este governo não nos representa. Este governo é ilegítimo. Foi eleito com base em promessas que não cumpriu. Prometeu que não subiria os impostos, mas aumentou-os até níveis insuportáveis. Garantiu que não extorquiria as pensões nem cortaria os subsídios de quem trabalha, mas não há dia em que não roube mais dinheiro aos trabalhadores e reformados. Jurou que não despediria funcionários públicos nem aumentaria o desemprego, mas a cada hora que passa há mais gente sem trabalho.

Esta Moção de Censura é a expressão do isolamento do governo. Pode cozinhar leis e cortes com a banca e a sua maioria parlamentar. O Presidente da República até pode aprovar tudo, mesmo o que subverte a Constituição que jurou fazer cumprir. Mas este governo já não tem legitimidade. Tem contra si a população, que exige, como ponto de partida, a demissão do governo, o fim da austeridade e do domínio da troika sobre o povo, que é soberano.

Que o povo tome a palavra! Porque o governo não pode e não consegue demitir o povo, mas o povo pode e consegue demitir o governo. Não há governo que sobreviva à oposição da população.
Esta Moção de Censura Popular é o grito de um povo que exige participar. É a afirmação pública de uma crescente vontade do povo para tomar nas suas mãos a condução do país, derrubando um poder corrupto que se arrasta ao longo de vários governos.

No dia 2 de Março, por todo o país e em diversas cidades pelo mundo fora, sob o lema "Que se lixe a troika! O povo é quem mais ordena", o povo manifestou uma clara vontade de ruptura com as políticas impostas pela troika e levadas a cabo por este governo.

Basta! Obviamente, estão demitidos. Que o povo ordene!